A Finlândia atravessa uma reavaliação significativa da sua política fiscal. O governo apresentou alterações ao autovero (PT: imposto sobre veículos), manteve o varainsiirtovero (PT: imposto de transmissão imobiliária) nas transações imobiliárias e agravou a tributação do virvoitusjuomavero (PT: imposto sobre refrigerantes) e dos minerais mineiros. Ao mesmo tempo, as propostas da oposição para aliviar a carga fiscal têm gerado debate. As alterações afetam especialmente a mobilidade, a habitação e o consumo. Para os automobilistas, está previsto um sistema fiscal completamente novo, enquanto o varainsiirtovero nas transações imobiliárias permanece controverso. A tributação do virvoitusjuomavero e dos minerais mineiros agrava-se no âmbito de objetivos de política de saúde e ambiental.
Finlândia
O autovero será reformado ao longo de 2026. Os especialistas antecipam um sistema fiscal completamente novo que substituirá o atual autovero. O novo modelo basear-se-á provavelmente numa tributação por quilómetro ou num sistema baseado nas emissões. Os valores exatos ainda não foram publicados, mas a mudança afetará todos os automobilistas. Fonte: Uusi Suomi, setembro de 2025. Na prática, o novo autovero pode aumentar os custos anuais de condução, especialmente para quem percorre muitos quilómetros. Um modelo baseado em quilómetros significaria que cada quilómetro percorrido tem um custo. Isto altera os cálculos especialmente para quem vive em zonas rurais e para quem tem longas deslocações para o trabalho. Os veículos elétricos poderão beneficiar de facilidades durante o período de transição. Alternativamente à Finlândia, existem países onde a tributação automóvel é mais leve ou inexistente. Na Estónia, por exemplo, o autovero é significativamente mais baixo, e na Alemanha não existe propriamente um autovero, apenas um imposto anual sobre veículos baseado nas emissões. Estas diferenças podem influenciar a decisão sobre em que país vale a pena manter um veículo registado. Compare a sua situação com a Finlândia → O varainsiirtovero nas transações imobiliárias mantém-se nos 4%, apesar de a oposição ter exigido a sua eliminação. Os Verdadeiros Finlandeses (Perussuomalaiset) chamam ao imposto um "encargo desproporcionado" que trava o mercado imobiliário. Por exemplo, quem compra um imóvel de 300.000 euros paga 12.000 euros de varainsiirtovero. Fonte: Uusi Suomi, dezembro de 2025. A desaceleração do mercado imobiliário tem sido visível na Finlândia. O varainsiirtovero eleva o limiar para a compra de habitação, especialmente para os compradores de primeira habitação. A eliminação do imposto poderia revitalizar o mercado, mas o governo mantém a receita fiscal de cerca de 500 milhões de euros por ano. Trata-se de uma escolha política que equilibra as receitas fiscais com a mobilidade do mercado. Nos países de comparação, a situação varia. Na Bélgica, o varainsiirtovero é de 10 a 12,5% a nível regional, o que torna os 4% da Finlândia relativamente moderados. Na Dinamarca não existe varainsiirtovero, o que torna as transações imobiliárias mais flexíveis. Em Portugal, o IMT (PT: Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis) é progressivo e pode chegar a 6%, mas os compradores de primeira habitação beneficiam de reduções. Compare a sua situação com a Finlândia → O virvoitusjuomavero agrava-se 15% a partir do início de 2026. A alteração abrange as bebidas açucaradas e faz parte da política de saúde. Ao mesmo tempo, a tributação dos minerais mineiros aumenta, o que eleva os custos das empresas mineiras. Fonte: Conselho de Estado finlandês, setembro de 2025. Para os consumidores, isto significa preços mais elevados nas lojas. Por exemplo, uma garrafa de 1,5 litros de refrigerante pode ficar cerca de 20 a 30 cêntimos mais cara. O objetivo é reduzir o consumo de açúcar e melhorar a saúde pública. O agravamento do virvoitusjuomavero sobre os minerais mineiros, por sua vez, afeta a indústria e pode elevar os preços dos materiais de construção. Nos restantes países nórdicos existem impostos semelhantes. Na Noruega, o imposto sobre o açúcar está em vigor há vários anos, e na Dinamarca foi experimentado mas posteriormente abandonado. Na Suécia, o imposto sobre o açúcar é mais moderado do que na Finlândia após o novo agravamento. Estas diferenças podem influenciar o comércio transfronteiriço, especialmente no norte da Finlândia. Compare a sua situação com a Finlândia → A tributação dos combustíveis de transporte alivia-se ligeiramente no final de 2025. O Ministério das Finanças finlandês (Valtiovarainministeriö) anunciou o alívio no âmbito da política energética. A alteração é, no entanto, pequena em comparação com os outros agravamentos fiscais. Fonte: Valtiovarainministeriö, outubro de 2025. Na prática, isto significa uma descida de alguns cêntimos por litro. Para os automobilistas, o alívio é marginal, mas simbolicamente importante. Ao mesmo tempo que o autovero é reformado e agravado, o alívio na tributação dos combustíveis equilibra ligeiramente o quadro geral. Trata-se de um compromisso político em que o governo tenta evitar uma oposição demasiado intensa. Nos países de comparação, os impostos sobre os combustíveis variam significativamente. Na Estónia, a gasolina é cerca de 20 a 30 cêntimos mais barata por litro do que na Finlândia, o que torna as viagens para abastecer rentáveis nas proximidades da fronteira. Na Noruega, os impostos sobre os combustíveis são mais elevados do que na Finlândia, mas a prevalência dos veículos elétricos compensa este facto. Compare a sua situação com a Finlândia → A política fiscal da Finlândia reflete escolhas entre a tributação da mobilidade, da habitação e do consumo. A reforma do autovero, a manutenção do varainsiirtovero e os agravamentos dos impostos sobre o consumo elevam o custo de vida. Ao mesmo tempo, o ligeiro alívio na tributação dos combustíveis representa um pequeno descanso. O impacto destas alterações depende de onde se vive, como se desloca e o que se consome. Nas dimensões do Libaros Freedom Score, a Finlândia mantém os seus pontos fortes na mobilidade de passaporte e no Estado de direito, mas a dimensão da carga fiscal agrava-se. A comparação com os outros países nórdicos e bálticos é recomendável se a mobilidade e a fiscalidade estiverem no centro da tomada de decisão.